VVVVVV>&&&&&%gt;gt;>>>>>>>>>>>>>>>>>"Ver e ouvir são sentidos nobres; aristocracia é nunca tocar."

&&&&&&>>>>>>>>>"A memória guardará o que valer a pena: ela nos conhece bem e não perde o que merece ser salvo."


%%%%%%%%%%%%%%"Escrevo tudo o que o meu inconsciente exala
e clama; penso depois para justificar o que foi escrito"


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A fotografia não é o que você vê, é o que você carrega dentro si."


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"Resolvi não exigir dos outros senão o mínimo: é uma forma de paz..."

&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&"Aqui ergo um faustoso monumento ao meu tédio"


&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&"A inveja morde, mas não come."


sábado, 28 de agosto de 2010

Tepuís - Cattleyas na Amazônia










 Uma região merecedora de comentários, o cenário natural é de tirar o fôlego, são as mesmas rochas e formações orográficas existentes na Escarpa Devoniana do Paraná e na serra do Sincorá na Bahia, repetem-se nessa tríplice fronteira, mas em proporções inimagináveis. As fotos mostram bem melhor, ficam pobres as palavras diante da força das imagens. Cliquem nas fotos e as vejam maiores, são demais !


Na fronteira entre Brasil , Venezuela e Guiana, existe uma das regiões naturais mais soberbas da América do Sul, nessa distante região medram três espécies de Cattleyas: C. violacea, C. lawrenciana e C. jenmanii. As duas primeiras são reportadas para o Brasil, a terceira tem chances de ser ainda encontrada, são todas espécies interessantes, mal conhecidas, pouco cultivadas e com visual bem atrativo.


As araras ( Ara chloroptera ) alimentam-se de sais minerais nos barrancos.



Essa é a mesma região onde situa-se uma importante montanha brasileira, devido ao cenário natural e a complexidade ecológica desse ambiente muito singular, foi criado um amplo parque nacional para sua preservação.

Monte Caburaí-RR, na serra de mesmo nome, o ponto-extremo norte do Brasil é um tepuí coberto de matas.


O Monte Roraima faz parte de um terreno montanhoso com centenas de outras montanhas e montes, entre os quais está o Monte Caburaí, o extremo meridional brasileiro. Essas montanhas espalham principalmente para além do lado venezuelano da fronteira, são chamados localmente de Tepuís. Localizado entre o Sul da Venezuela , o Norte do Brasil e o Oeste da Guiana, constituindo uma imponente orografia na tripla fronteira entre os citados países. A Serra de Pacaraima é o ponto mais alto da Guiana, a décima maior formação rochosa brasileira, com 2.739,30 metros de altitude. Possuí mais de 90 Km2 de área no seu cume, mas apenas 10% estão no lado brasileiro, o restante é venezuelano. O Monte Roraima destaca-se por possuir características ecológicas realmente inusitadas para a faixa equatorial brasileira, composta de terrenos baixos e sem os contrastes montanhosos da amazônia de outros países, onde se chega fácil aos mil metros de altitude.




Soerguido há mais de 2 bilhões de anos, período em que nem sequer os continentes tinham se separado, o progressivo processo de erosão foi esculpindo a forma atual. Umas das peculiaridades dessas montanhas é parecer com uma imensa "mesa", ou seja, seu topo é plano e extenso.



Imagens do topo e da flora específica do Mt. Roraima:






Cattleya violacea (HBK) Rolfe 1889





A Cattleya violacea, também conhecida como C. superba, nome muito apropriado para essa bifoliada de aspecto espetacular, tem grande área de dispersão em quase todos os países da Bacia Amazônica. No Brasil chega também aos estados da Região Centro-Oeste, na fronteira com a Amazônia Legal.



Desenvolve-se preferencialmente nas matas de galerias, ao longo dos grandes rios dessas regiões descritas, em locais de temperatura e umidade altas. Fora dessas latitudes é cultivada com grande dificuldade, passa para seus híbridos a mesma intolerância à seca e ao clima serrano, é planta de regiões mais baixa. É exigente quanto a água das regas, aceita apenas água da chuva, requer ventilação acentuada para secar com rapidez, porém nunca totalmente, requer alta umidade.


Na região dos Tepuís, é encontradiça na base das montanhas, onde acompanha o curso dos rios, é uma espécie muito bonita !





Cattleya lawrenceana Rchb. f. 1885 




Essa espécie é encontrada também no Monte Roraima e imediações, é reportada principalmente para Venezuela e Guiana, sendo bem mais restritamente observada no lado brasileiro dessas montanhas tepuís.


É uma das espécies menos estudadas e conhecidas das cattleyas unifoliadas, tem os maiores pseudobulbos desse mesmo grupo, as flores nem são tão grandes assim e a morfologia floral , principalmente a do labelo, se apresenta muito singular em relação as outras espécies de unifoliadas.


Seu labelo e porte floral, lembram o grupo das bifoliadas centro-americans :Cattleyas skinerii e bowringeana; o tipo da armação e da forma, nos remete à uma Laelia - do grupo Hadrolaelia cuja a mais famosa é L. pumila - sendo essa espécie tepuíta bem singular.

Na sequência acima : Cattleya skinerii, C. bowringeana e Laelia pumila 
 fazem lembrar o labelo de C. lawrenciana. Convergência evolutiva ?


C. lawrenceana vegeta em terras altas, dos 400 aos 1.600 m, é de cultivo mais fácil em condições ambientais médias, por ser serrana, aprecia a neblina e a queda noturna de temperatura. Floresce de Fevereiro a Abril, sendo por isso correlacionada com as Cattleyas labiata e jenmanii, únicas uniloliadas de mesma época da floração.


Mesmo no habitat natural as plantas sofrem com as ciircunstâncias ambientais:







Cattleya jenmanii
Rolfe 1906



Foi descrita em 1969 como Cattleya guayana, por Dunsterville, seu redescobridor, só 1971 perceberam ser a mesma espécie descrita por John Rolfe, como C. jenmanii, no início daquele século, em 1906. É uma espécie restrita à essa remota região da fronteira dos tepuís - existindo no Monte Roraima - vegeta dos 800 aos 1.200m de altitude. É muito parecida com a Cattleya labiata, como tem porte menor, parece uma labiata menorzinha,diferenciando-se tão somente, por não ter a espata dupla e por ter o roxo do labelo também pelo lado de fora ( como ocorre na Laelia purpurata var. atropurpurea) . Nem toda C. labiata ou warnerii têm espata dupla, característica de separação fraca portanto, a cor no labelo só seria significativa para segregação varietal. Então temos apenas a distância geográfica, o perfume mais adocicado, a floração mais dependendo da temperatura que do fotoperíodo e o menor porte como sendo as características de separação entre jenmanii e labiata.


Labiata ou jenmanii ??? Esta de cima é jenmanii, mas é idêntica à labiata.

Pode florescer duas vezes no ano, a principal época é a mesma da C. lawrenciana e C. labiata - fevereiro até março, a segunda coincide com a da C. warneri, de setembro a outubro. É de fácil cultivo, tem muitas variedades, também nisso é muito similar à Cattleya labiata. Na minha humilde opinião, trata-se de uma subespécie geográfica da C. labiata, assim como C. warnerii também é por vezes considerada.


Acima, dois belos exemplares de Cattleya labiata.



Acima Cattleya warnerii, compare as fotos das três espécie tão parecidas e julgue se, de fato, são diferentes entre si e se merecem estar em taxons separados.


São praticamente indistintas, secas numa exsicata menos ainda, apenas habitam locais diferentes, até mesmo a segregação varietal é similar. As três epécies: labiata, warnerii e jenmanii formam uma sucessão de populações não contínuas do ES até RR-Guiana. Podemos vê-las desta forma? Sendo superespecíficas Como o forte perfume de C. jenmanii se confunde com o dessa outra espécie, ousaria também incluir a C. gaskelliana ( pode ser bem distinta das outras só pela parte vegetativa diferenciada - mas a flor é bem parecida ). Só a distribuíção geográfica tem significância para separar essa espécie das co-irmãs C. labiata e warneri, floração, espatas e outros detalhes menores, são mesmo muito variáveis e não teriam maior importância se não fosse a separação geográfica.


Abaixo uma sequência de exemplares de C. jenmanii:





Aspectos Naturais da Região dos Tepuís:


O visual extraterrestre de Pandora, planeta fictício onde se desenrola a trama do filme Avatar de James Cameron, deve ter sido também inspirado nessa região da Amazônia, dizem ter sido uma paisagem chinesa a principal fonte da inspiração. Eu só consigo ver o característico isolamento quase insular dos tepuís tropicais, com suas peculiares cachoeiras, em Avatar. No filme o diretor recriou um cenário natural similar, mas com ilhas rochosas areníticas, criativamente levitadas pelo forte campo magnético do fictício planeta; mas ressaltou as características cascatas dos tepuís, ao caírem, pulverizam-se etereamente desaparecendo no ar; na China não há nada parecido com isso.


Tepuís-ilhas suspensas de Pandora - em Avatar.


Abaixo fotos do mundo real na tríplice fronteira Venezuela, Guiana e Brasil:











Que fotos hein?

2 comentários:

  1. Maravilhosas fotos! Gostaria da permissão de vocês para postar na minha página lugares para se conhecer! Meu e-mail é maritlasol@bol.com.br ou maristelasol23@gmail.com

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  2. Amei sua matéria!!!!!! Suas fotos são magníficas!!!!!! E as orquídeas?????? Meu Deus, amo orquídeas! Valeu, li tudo mas.... Algo ruim.... Q vontade de descansar meus olhos ante tanta maravilha!!!!! Beijos na alma, já q sua matéria beijou a minha.

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