VVVVVV>&&&&&%gt;gt;>>>>>>>>>>>>>>>>>"Ver e ouvir são sentidos nobres; aristocracia é nunca tocar."

&&&&&&>>>>>>>>>"A memória guardará o que valer a pena: ela nos conhece bem e não perde o que merece ser salvo."


%%%%%%%%%%%%%%"Escrevo tudo o que o meu inconsciente exala
e clama; penso depois para justificar o que foi escrito"


&&&&&&&&&&&&&&;>>gt;>>>>>>>
"
A fotografia não é o que você vê, é o que você carrega dentro si."


&
;>&&&&&>>>>>>>>>>>>>>>>&gt
"Resolvi não exigir dos outros senão o mínimo: é uma forma de paz..."

&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&"Aqui ergo um faustoso monumento ao meu tédio"


&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&"A inveja morde, mas não come."


domingo, 5 de dezembro de 2010

Laelia tenebrosa Rolfe 1863





Laelia tenebrosa - ES-RJ




"A tua flor não é flor 
pra qualquer
 jardim.

Quero pra mim, pois 
eu já cansei 
de capim."

Rafael Rocha



"Ela é a cobra do
 meu paraíso
Ela é a sombra do 
meu paraíso
Ela é a cobra...  
ela é a cobra."

Antonio Cícero





"Quando eu vi você 
tive uma ideia brilhante,
foi como se eu olhasse 
de dentro de um diamante
 e meu olho ganhasse mil 
faces num só instante."
  
Paulo Leminski





"Flor de sentimento
amadurecendo aos poucos
a minha partida.
 

Quando a flor abrir inteira
muda a minha vida"

Fátima Guedes





Soturna, elegante, bem avantajada no porte, pouco vista em cultivo, quase extinta e ainda assim um colírio para os olhos do cultivador de espécies brasileiras, é tão bela como labiata e purpurata. Defini-la em uma frase é possível: uma "pururatona", capixaba caipira que mora longe do mar, bronzeada mas gosta de sombra e água fresca, preguiçosa  para crescer, sua beleza fascinante dura pouco, bem brasileira.


Para os admiradores radicais como eu, é a
mais bela de todas as orquídeas !

Quando no início deste blog, no momento de escolher as cores
que seriam usadas na formatação geral, lembrei-me
do magnífico contraste da coloração
 de L. tenebrosa.

Como ansiei escrever sobre ela...




Labelo quase idêntico ao de L. purpurata.

As flores são muito próximas às de purpurata, as mais próximas eu diria, são espécies muito afins; as partes vegetativas das duas espécies são facilmente distintas, mesmo sem estarem floridas. As plantas vegetativas apresentam uma ocasional mas notável pigmentação de antocianina ( manchas púrpuras mescladas ao tecido verde de folhas e espatas ), típicas de espécies com flores de colorido forte.

A premiada Laelia tenebrosa 'Rain Forest' FCC/AOS nos indica
o máximo de qualidade que a espécie pode apresentar na atualidade.

Uma soturna majestade de
esplendor desconcertante...

Sempre foi rara, atualmente já é mais encontrada no comércio e é possível tê-las em coleção, antes era muito difícil a obtenção. Os exemplares coletados na natureza eram de cultivo muito exigente, como ocorre ainda com as capixabas Cattleyas: schilleriana,velutina, porphyroglossa, xanthina.









Soberba como uma rainha em meio a sua corte de outras laelias! É uma dádiva moderna tê-las na minha coleção ! Se tiver, por circunstância, de salvar apenas uma espécie da minha coleção, salvaria as tenebrosas. Tenho-as sempre a salvo do granizo e da geada de Curitiba, no muro está plenamente estabelecido apenas um exemplar, o de flores de pior forma. A espécie aprecia o ameno clima local, adaptando-se tão bem ao frio como as outras Laelias. Somente a L. crispa, e provavelmante a L. grandis, não se adaptam bem as temperaturas quase sempre menores que 28°C.



A orquídea terrestre Phaius tankervilleae assemelha-se, com algum realismo e muita boa vontade do observador, à flor da L. tenebrosa, criando assim uma simpática ilusão de tenebrosa abundância dessa rara espécie capixaba.


Uma Laelia tenebrosa "cover".

Alguns exemplares de Laelia tenebrosa apresentam um porte floral e uma coloração contrastante de difícil comparação, acreditamos ser esta a mais vistosa e preciosa espécie brasileira. São flores soberbamente aveludadas e mesmo sem a forma técnica perfeita, ostentam um porte majestoso, cativam qualquer orquidófilo. Pura paixão !



Acima dispomos a distribuição geográfica conhecida de L. tenebrosa, ou a mais recente se assim preferirem por definição. Reportam que está tão rara como Cattleyas schilleriana e velutina, ou mesmo, talvez, já praticamente extinta na natureza. O botânico e pesquisador Francisco Miranda , em sua interessante tese de mestrado sobre Laelias, defendida na UFRJ-Museu Nacional em 1990, afirma que não mais encontrou essa espécie no habitat histórico, considerando-a então como extinta na natureza. Orquidófilos capixabas residentes em Curitiba refutam a possível extinção completa da espécie, indicam saber de informações dos primeiros anos deste novo século XXI: ainda há coletores locais oferecendo lotes de plantas oriundas das matas, sinal que ainda existem na natureza capixaba. Todavia a sobrevivência desta espécie tornou-se inviável devido a massiva perda de habitat natural e podemos considerá-la como tecnicamente extinta na natureza.

Como a observação do botânico supra citado certamente tem algum fundamento, se não está totalmente extinta, é raríssima, consideramos aqui com agudo estupor: essa importante espécie brasileira praticamente desapareceu do seu habitat natural, ou ambos desapareceram juntos. Medrava originalmente no sul do ES e parte pequena do RJ , bem na fronteira dos dois estados com MG, na região do vale do Rio Itapemirim e afluentes. Essa área infelizmente já está bem desmatada, implantou-se ali apenas o mais legítimo e degradado cenário rural brasileiro. Os registros antigos de sua ocorrência na porção norte-capixaba e no sul-baiano, devem ser resultantes da clássica confusão entre L. tenebrosa e L. grandis, está última nativa dessas zonas mais quentes e de baixada, onde ocorre a floresta de tabuleiros conhecida como Hiléia Baiana.

Ocorrência histórica de Laelia tenebrosa - CNCF-JBRJ.

Recentemente o Conselho Nacional de Proteção da Flora
 emitiu este parecer sobre a situação da espécie:

"Espécie endêmica do Brasil, encontrada na Bahia e no Espírito Santo (Barros et al., 2012), entre 643 e 1004 m de altitude. Foram encontradas subpopulações também em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Suspeita-se que, devido ao seu hábito epifítico, L. tenebrosa apresente crescimento lento, de forma que seu tempo de geração é estimado em cerca de 10 anos. Dessa forma, considerando as sérias ameaças às quais está submetida, é possível suspeitar que a espécie venha a sofrer um declínio populacional de pelos menos 50% nos próximos 30 anos, sendo considerada, portanto “Em perigo”. Levantamos bibliográficos e de campo indicam a ocorrência da espécie para 21 municípios e 41 localidades. De 11 localidades estudadas, Fraga et al. (2009) encontraram a espécie em seis. Os autores encontraram um indivíduo em Monte Cristo, Alegre (ES), quatro em Serro, em Alegre (ES), três no Sítio Santa Fé, em Divino de São Lourenço (ES), dois em Limo Verde em  Divino de São Lourenço (ES), três em Catuné, em Tombos (MG), e um na Fazenda Bom Destino em Varre-Sai (RJ), totalizando 14 indivíduos adultos. Restante do texto de Fraga et al., 2009."



A destruição perpetrada na natureza do ES foi um crime lesa-pátria, a região é /era de uma riqueza biológica incomparável, no lugar da antiga pujança natural ficou muito pouco. É também registrada para a região de serra do entorno da cidade de Castelo, mais ao centro do ES.


A L. tenebrosa é uma impressionante espécie de orquídea, lamento profundamente essa perda de exuberância da natureza capixaba e brasileira. Séria omissão do Estado não ter criado mais parques e áreas de preservação no Espírito Santo, o Parque Nacional dos Pontões Capixabas foi criado e logo em seguida "descriado" ! No futuro, quando vier uma geração reparadora, talvez os brasileiros façam a sua reintrodução nas florestas do onde desapareceu.

Só no Brasil se perde um tesouro natural assim !

 Lesa-pátria !



Semeadura in vitro de L. tenebrosa, o futuro da
 espécie está nas mãos dos orquidários.


 Acima a primeira floração de um seedling comercial desta espécie.



Todavia, a espécie sobrevive amplamente em cultivo , é bastante apreciada, difundida e muito utilizada em hibridações - é rara no comércio. Reportam nunca ter sido abundante nos habitats e realmente jamais foi obtida em grandes quantidades, mas há relatos sobre ter sido mais comum nos municípios de Mimoso do Sul-ES e Varre Sai-RJ. Muitas avaliações clássicas de sua área de distribuição capixaba, pareciam estar super estimadas.


Acima imagens de paisagens naturais do Sul do Espírito Santo, seriam representativas do ambiente natural da espécie em questão. Essa região não conta com nenhuma área de proteção ambiental de porte, estando o Parque Nacional do Caparaó já fora do bioma de ocorrência de L. tenebrosa, mas  de acordo  com Fraga et al., 2009, ela ocorre no parque .


Nessa espécie ocorre uma cepa de flores com cores mais pálidas, usualmente chamadas de "fumacinas", alcunha derivada de "Maria Fumaça ", nome herdado de uma orquidófila paulista de décadas atrás. Essa senhora era proprietária de um bom e famoso clone desse subtipo, notoriamente tinha gênio forte e fumegante, além de uma boa coleção de plantas. Por ter gênio sanguíneo ganhou o apelido de "Maria Fumaça", por associação, o nome passou para o famoso clone, e dele para a variedade.


Variação de cor e forma técnica em L. tenebrosa.


Este subtipo mais claro é bem mais propagado artificialmente, apresentando uma forma técnica muito além do padrão normal esperado para a espécie, mostrando-se muito similar às purpuratas médias.



Já as flores mais escuras são geralmente bem maiores ( cerca de 20 cm ) , algo estreladas e de pior forma técnica , porém ostentando um ótimo impacto visual pelo contraste de suas cores.



Tal como a L. perrinii, L. tenebrosa se impõe à cena orquidófila, tanto pela crescente raridade, como pelo descrito conjunto morfológico exótico e peculiar. É mais reconhecida popularmente pelas plantas típicas, não apresentando variedades popularizadas de cores surpreendentes ou de ótima forma técnica , como ocorre com purpurata, lobata e crispa. Se até as plantas-tipo são raras no comércio, imaginem a dificuldade de se obter os bons clones ! Embora não tenha evidências seguras, suas sementeiras parecem crescer com maior lentidão em relação ao normal em outras espécies de Laelias.


Ostentando lindas cores contrastantes, faz jus ao exótico e apropriado nome com o qual a espécie foi batizada por Rolfe em 1893. Na época pensou-se ser apenas uma variedade de distribuição mais meridional da L. grandis. L. tenebrosa é uma espécie toda notável, até no nome escolhido por Rolfe para batizá-la. A data já muito tardia da descrição botânica de tão vistosa espécie, se considerada em relação às outras espécies simpátricas ou limítrofes, demonstra ter sido ela pouco comum na natureza desde sempre.


Embora o resultado das hibridações de tenebrosa sejam impressionantes do ponto de vista floral, a planta vegetativa em si deixa muito a desejar, infelizmente é dominante nos cruzamentos. O hábito vegetativo é desajeitado, a planta tende a crescer apenas em uma única e reta direção ou eixo ( a famosa "tripa" da tenebrosa), bifurcando menos que outras Laelias. Frequentemente forma plantas rebeldes, com desarrumados pseudobulbos amarrados uns nos outros para ficarem minimamente apresentáveis.


Raramente é vista entouceirada, acredito qua na foto acima sejam
algum exemplares reunidos num mesmo vaso.


Adoro espécies, estas não precisam ser necessariamente de forma "redondinha" para terem reconhecida a sua qualidade. Entre exemplares vistosos ou vivazes e os de flores redondinhas pasteurizadas, optamos pelos primeiros. Já há híbridos comerciais tão perfeitos, porque precisamos diminuir a importância das espécies por serem como a natureza as criou. Valorizam-se por ter relevância ambiental ou histórica, por serem raridade, além de serem muito exigentes ou mesmo difíceis de cultivar.

Acima a Laelia grandis - embora tenha esse nome grandioso
a flor tem tamanho da modesta L. crispa.

Ocorrência de Laelia gandis - CNCF-JBRJ

Devido à cor similar, além da proximidade dos habitats, ainda há quem acredite ser L. grandis muito próxima de tenebrosa, e de fato o labelo arredondado nos remete à essa semelhança. Do ponto de vista de manutenção em cultivo, acredito ser tenebrosa a espécie mais próxima da L. purpurata, as duas são muito parecidas e podem ser mantidas juntas.


L. grandis .

A tenebrosa espécie capixaba prefere ser cultivada bem mais na sombra se tomarmos como referência o cultivo da sua prima catarinense mais famosa. As folhas queimam-se com grande facilidade sob o sol de verão e também não aprecia a ventilação forte, todavia no resto a cultura é praticamente igual.


É comum durante a floração, o acúmulo da água da chuva, ou de irrigação, dentro da espata, neste caso as flores logo fenecem pois água retida apodrece a base da haste floral, fazendo-as murcharem precocemente. Com as plantas expostas à chuva de DEZ, alocadas no muro-porta orquídea, tomo o seguinte cuidado cultural: munido de tesoura pequena e afiada, abro um curto orifício longitudinal na base da espata, dessa forma, por ali, escoa-se o líquido retido. Perdi florações lindas por causa deste problema!


Recentemente comprei dois seedling de L. tenebrosas da variedade mais
 clara "fumacina", as plantas são metade em tamanho e estão ambas
 magnificamente enraizadas em nós de pinheiro do paraná
com milhares de anos, restos de pinheirais ancestrais,
 oriundos do sudoeste de PR e de SC.



Híbridos Naturais :



De híbrido natural famoso de L. tenebrosa, temos a originalmente capixaba Lc. gottoiana ( tenebrosa x warnerii ) - classificada por Rolfe, o mesmo botânico classificador da L. tenebrosa, descreveu a ambas quase na mesma época. Certamente tinha um fornecedor de orquídeas na região.

Uma linda planta, herdou o tamanho e a graça da tenebrosa.

Nas três primeiras imagens acima vemos a Lc. Gottoiana "às avessas" ( warnerii x tenebrosa ) , já logo acima, vemos a legítima Lc. gottoiana Rolfe - o clássico híbrido natural capixaba ( tenebrosa x warnerii ) , este lembra muito a C. x silvana Pabst.


Grata surpresa e linda homenagem!

Acima a surpreendente Lc. Gottoiana - suave "D. Izabel" , o majestoso clone foi obtido de forma natural em Ibitirama ( ES). Resultante da hibridação de uma L. tenebrosa tipo fecundada manualmente pelas polínias de uma C. warnerii alba, ambas as matrizes em cultivo. Amadurecido o fruto, as sementes foram sopradas num pomar de laranjeiras, resultando em alguns seedlings dessa linda planta. Paulo Cesar de Oliveira é o autor deste cruzamento, o nome do portentoso clone foi uma homenagem à sua mãe.


Finíssimo exemplar desse histórico híbrido!


Lc gottoiana - provavelmente "às avessas" -
var. alba/ albina, uma raridade.








Híbridos Artificiais
 Clássicos :

Laelia Pacavia ( purpurata x tenebrosa ) - foto acima - é um outro famoso e clássico cruzamento artificial entre Laelias, só a L. Pulcherrima é mais importante do ponto de vista orquidológico nessa categoria de híbridos primários artificiais.



É uma raridade de se ver à venda, por anos procurei um indivíduo do cruzamento. Este ano adquiri o exemplar mostrado nas fotos abaixo, apresenta o labelo com a margem mais clara, característica herdada da purpurata.


Foi de fato muita sorte do destino, esse híbrido não poderia faltar numa coleção de Laelias, e como todas as laelias híbridas na coleção, trata-se de planta bastante vigorosa e de lindas flores grandes.


Embora venha do cruzamento de espécies habitantes das baixas altitudes, adapta-se muito bem ao ameno clima curitibano e ao cultivo externo sob sombrite, tão bem ou melhor do que a purpurata. Abaixo um estudo visual sobre a Laelia Pacavia, cruzamento histórico feito primeiramente por Veitch em 1901.


Pacavia é uma curiosidade interessante em coleções de Laelias, alguém
 poderia cruzá-la com L. lobata, obteria uma "super L. Pulcherrima".



Acima as L. Pacavias semi-albina e suavíssima - raridades muito curiosas
 - filhas de purpurata cárnea e tenebrosa tipo.

Como todas as Laelias híbridas, L. Pacavia cresce
 logo e pode formar lindas touceiras.









Imediatamente acima e abaixo a L. Pacavia "às avessas" ( tenebrosa x purpurata ), puxando bem mais para a aparência da tenebrosa "mãe". Creio ter ficado ainda mais bonita na cor, porém com pior forma técnica ( "mais magra" - aberta), também o tamanho das flores é muito maior que o esperado, sendo alguns exemplares de impressionante impacto visual. Alguns cruzamentos produzem plantas muito parecidas com tenebrosas puras, podem ser distintos pelo tamanho e principalmente pela largura das pétalas, além da extrema vitalidade da planta, entoucera muito mais rapidamente como quase sempre ocorre com as Laelias híbridas.


Para quem aprecia as Laelias, a Pacavia "às avessas
" é um deleite visual, uma super-tenebrosa.

Parecem exemplares de L. tenebrosa muito bem cultivados, mas não são, o vigor híbrido, a morfologia floral e o tipo das folhas denunciam, de pronto, a L. pacavia. Uma comparação entre as várias fotos acima, mostra-nos muito bem como a planta mãe pode influenciar no resultado de um cruzamento.




A L. tenebrosa frequentemente passa suas lindas cores fortes e aveludadas para os seus híbridos, tenho vários deles e aguardo ansiosamente o florescimento da minha sincorana x tenebrosa, o exemplar está lindamente estabelecido num nó-de-pinho - fotos acima . Deverá ser como o da foto abaixo, este é resultante do mesmo cruzamento, porém com outras matrizes das mesmas espécies progenitoras. O meu exemplar deverá ficar mais parecido com sincorana, de porte reduzido devendo ter a aparência de uma mini-pacavia.





Já entre os híbridos primários artificiais e históricos para a orquidofilia, destacam-se a Lc. Issy ( guttata x tenebrosa ) e a famosa Lc. Luminosa ( dowiana x tenebrosa ). Ambas deram origem, ou forte contribuição, às correntes de cruzamentos em busca de híbridos mais escuros ou amarelos. Se bem cruzada com espécies de igual valor , L. tenebrosa produz lindos híbrido, ao vê-los à venda, compro no ato, sem mesmo ver a flor. Neste ponto de vista da híbridação em busca de cores fortes e maior tamanho de flores, tenebrosa gera resultados muito melhores do que purpurata; isto não significa que sejam sempre perfeitos e lindos - mas é tendência. A L. purpurata confere boa armação às suas progênies, sendo de ótimo efeito os seus cruzamentos com as Cattleyas andinas ou híbridos grandes e de forma desabada. A L. tenebrosa imprime vigor, cor e tamanho notáveis, porém a sua forma aberta é dominante em muito casos, perdendo-se no cruzamento as boas características morfológicas das Cattleyas.




Lc. Issy ( C. guttata x tenebrosa ) nas duas primeira foto acima,
e em seguida dois exemplares de Issy "às avessas" ( tenebrosa x guttata ).




Lc. Luminosa ( C. dowiana x tenebrosa )



Abaixo dois híbridos artificiais interessantes uma vez que poderiam ter sido encontrados na natureza - todavia são derivados de sementeiras de laboratório. As espécies são simpátricas no Estado do Espírito Santo e haveria probabilidade de se hibridizarem naturalmente:


L. tenebrosa X C. schilleriana -
Visualmente apresenta-se como se fosse uma
super Cattleya Issy, gostei do cruzamento!


L. tenebrosa x C. granulosa - Este outro majestoso híbrido também poderia ter sido identificado na natureza, todavia nunca foi localizado, ou não há registros dele. Os majestosos exemplares acima são oriundos de um cruzamento artificial batizado como: Lc. Magneri.


L. brigeri X L. tenebrosa - a coloração torna-se sempre mais
notável quando se trata de uma progênie de tenebrosa.



Aqui finda meu tributo à amada tenebrosa,
na minha desimportante opinião
a mais bela das orquídeas
 brasileiras!




5 comentários:

  1. Simplesmente amei seu blog e TUDO o q tem nele! Em especial as orquídeas!!! Sou apaixonada por elas e estou iniciando meu cultivo agora. Muito obrigada por todas as informações que vc nos passa através deste blog.
    Gostaria de ter muitas espécies que vi no seu blog mas aquino RJ é EXTREMAMENTE difícil encontrar variedade de espécies, até mesmo uma Cattleya é uma raridade encontrar, isso me deixa muito chateada.
    Se puder dá uma passadinha no meu blog. Virei sua seguidora!
    Um abraço!!!!

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  2. Ah, este blog maravilhoso... Sempre uma combinação ideal de fotos, informações técnicas, opiniões propícias e uma escrita tão agradável que me faz sentir lendo um romance. PARABÉNS, PARABÉNS, PARABÉNS.

    Sérgio Leite

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  3. quão bonito é aprender um pouco da natureza, é importante ver isso e aprender algumas dessas coisas, porque eu gostaria de decorar um pouco com o meu restaurante plantas esta Bela Vista

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  4. Conhece o hibrido natural entre a tenebrosa e a grandis?Recentemente foi apresentado um exemplar,porém me pareceu mais próxima a uma pacavia.
    jose carlos

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  5. Não conheço, esse híbrido NATURAL, disse NATURAL, não está registrado na
    Botânica, até onde sei.Posso afirmar, pelo que aprendi cultivando em Curitiba, que tenebrosa pode ser cultivada junto com purpurata e lobata, são as três espécies de locais amenos, resistem e gostam do frio das altitudes. L. tenebrosa gosta de sombra , enquanto as outras duas apreciam maior iluminação. Laelia crispa e L. grandis são plantas de locais muito mais quentes e não convivem bem com o trio que primeiro descrevi, L. crispa e grandis desenvolvem-se mal e não florescem por aqui com a mesma facilidade, creio então que L. grandis está mais correlacionada, tanto no porte como na flor, e também ambientalmente, à L. crispa.Orquidófilos em geral têm muita soberba e pretensão , repetem banalmente tudo que escutaram, sem nada ponderar, forçam a barra, querem se mostrar entendidos. São como papagaios que sempre repetem o mesmo currupaco louro dá o pé. Se a planta parece L. pacavia deve ser pacavia, posto que L. grandis, tal como L. crispa, dá híbridos de forma muito ruim e logo se percebe a deformação e a perda de qualidade das flores. Penso que esse híbrido que discutimos, deve ser artificial, ou então é mais provavelmente, como vc mesmo já aponta, um claro engano, provavelmente seja mais um trelêlê de orquidófilo. Abraços ae!

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