VVVVVV>&&&&&%gt;gt;>>>>>>>>>>>>>>>>>"Ver e ouvir são sentidos nobres; aristocracia é nunca tocar."

&&&&&&>>>>>>>>>"A memória guardará o que valer a pena: ela nos conhece bem e não perde o que merece ser salvo."


%%%%%%%%%%%%%%"Escrevo tudo o que o meu inconsciente exala
e clama; penso depois para justificar o que foi escrito"


&&&&&&&&&&&&&&;>>gt;>>>>>>>
"
A fotografia não é o que você vê, é o que você carrega dentro si."


&
;>&&&&&>>>>>>>>>>>>>>>>&gt
"Resolvi não exigir dos outros senão o mínimo: é uma forma de paz..."

&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&"Aqui ergo um faustoso monumento ao meu tédio"


&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&"A inveja morde, mas não come."


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Cattleya gaskelliana Rchb. f 1883





Cattleya gaskelliana - Venezuela

Uma espécie completamente apaixonante, colaborativa e bela
 demais, uma pena que  as flores duram tão pouco.  São como
 os grandes amores: intensos e quase sempre breves.
 


"A tua flor não é flor
 pra qualquer jardim.
Quero pra mim, pois
 eu já cansei de
 capim."

Rafael Rocha 




Sedutora e colaborativa, cheia de energia vital !
Matriarca de tantos híbridos espetaculares.



"Ela é a cobra do
 meu paraíso
Ela é a dobra do 
meu paraíso
Ela é a sobra do 
meu paraíso
Ela é a sombra do 
meu paraíso
Ela é a cobra...  
ela é a cobra."

Antonio Cícero




Adorável criatura ! Patrimônio natural
da minha casa, quando te vi,
me apaixonei no ato.

Comprei sem flor, a dona da casa comercial
de orquídeas me disse: leva a "rosa"
é forte e linda , vc vai adorar !

Apaixonante !

A típica touceira adensada da espécie, com
suas folhas curtas em forma de remo,
se mostram reconhecíveis
já  de longe.

Eu bato o olho e
já reconheço!

Sempre que acho um bom
exemplar compro sem
pensar, é amor !

Sou admirador dessa espécie, gosto até do nome dado em 1884 em homenagem a Mr. Gaskell of Woolton, acho-o eufônico. As cores são quase sempre claras, aparecem em tons esbranquiçados, dando um toque leitoso difuso e conferidor de elegância ao conjunto floral. A autoria botânica do nome científico foi recentemente revisada para Cattleya gaskelliana (N.E.Br.) B.S.Williams, usamos o nome tradicional no título ( como autor  Rchb. f   1883 )  para facilitar as procuras na internet.

Cattleya gaskelliana "Rainha do Belgas ".

A planta em minha coleção provavelmente é uma auto-fecundação do famoso clone " Rainha dos Belgas ", mostrado acima. No histórico da hibridização em Cattleyas a espécie é classicamente utilizada pelos excelentes resultados proporcionados, é uma das principais matrizes das mais famosas e celebradas Cattleyas híbridas.







Adorável ! Todos que pousam seu olhar nela
mostram-se encantados com tanta
fartura e gentileza.

Matriarca de quase todas as Cattleyas albas híbridas- C. gaskelliana var. alba
 apresenta vigor incomum para plantas albas verdadeiras.





A  variedade alba de gaskelliana , juntamente com C. mossiae alba, deram a base genética para os lindos híbridos albos modernos. A semi-alba e a coerulea também são matrizes de muito bons resultados, passando suas boas características para as progênies. Juntamente com C. labiata, a carga genética de C. gaskelliana é basal na maioria dos híbridos de Cattleyas unifoliadas, é uma espécie fartamente florífera e vegetativamente forte e adaptável. Seu maior defeito é falta de substância de suas flores, que apresentam segmentos florais finos, a umidade na época da floração mofa as flores muito rapidamente.


Cattleya gaskelliana :
uma linda espécie venezuelana.

A flor pode ser facilmente reconhecida por ser pouco mais estreitada em relação às outras espécies do gênero, as sépalas apresentam o mesmo comprimento das pétalas, gerando um perfil de forma alongada diferenciado, soma-se a isto a evidente banda venosa estrutural meio esbranquiçada no meio das pétalas e a floração de início de calores de verão, assim define-se acertadamente o diagnóstico para essa espécie venezuelana. Também é característico o fato de florescer imediatamente após o término da formação dos pseudobulbos, sem o tradicional tempo de espera com as espatas formadas das outras espécies próximas, como a C. labiata , com a qual apresenta algumas semelhanças na forma geral das flores. Não apresenta dupla espata, e esta característica pode ser usada para diferenciá-la de C. labiata, espécie onde mais de 90% dos indivíduos apresentam dupla espata,

Este exemplar das fotos foi adquirido quando fazia compras de Laelias no Orquidário Renascer em Paranaguá, há anos atrás, sabendo da minha preferência pelas plantas de crescimento robusto, a proprietária me recomendou levar uma touceirinha da orquídea "rosa". Era este o nome pelo qual ela chamava essa espécie de orquídea, dizia-me que era florífera e encantadora, comprei sem pestanejar a tal da orquídea "rosa" por ela indicada, mesmo não estando florida e sem saber se era  um híbrido ou espécie. D. Verônica, a proprietária, tinha um plantel interessante, porém todas as plantas sem qualquer identificação, um ano depois, para minha surpresa, floresceu esta linda Cattleya gaskelliana das fotos; ainda bem ! Lá vi também inacreditáveis Laelias tenebrosas cultivadas em canteiros de terra afofada no chão. De lá também vieram as minhas lindas C. labiatas amesianas, as tenebrosas e boa parte das pulcherrimas!

Agora esse orquidário mudou-se para Barra Velha-SC, 
onde a vida é mansa e mais feliz !





A área de ocorrência de C. gaskelliana é relativamente restrita, resume-se à fronteira dos três estados venezuelanos, porém é ainda abundante no habitat não correndo risco de extinção. Ainda ocorre em populações isoladas em outras localidades venezuelanas, todavia seus melhores clones em cultivo são oriundos dessa principal população aqui descrita e mostrada.


Ao fundo a Cordilheira Marítima - ou Oriental - da Venezuela.

Na natureza tem hábito tendendo ao rupícola, o habitat fica na faixa dos mil metros de altitude numa cadeia de montanhas próximas ao mar, é muito adaptável ao cultivo ao ar livre em climas amenos ! Floresce mais marcadamente junto com a L. purpurata, em fins de novembro e início de dezembro, podendo se extender até início de janeiro aqui em Curitiba, onde só faz calor acima de 26°C nestes meses. Todavia temos notado que em outros locais mais quentes, sua floração pode também ocorrer no fim do outono e no início da primavera, desde que haja uma onda sazonal de calor. Há cepas de plantas mais regulares na floração de meio de primavera, que é a normal, e outras cepas de floração livres, dependentes apenas da temperatura. Este comportamento em gaskelliana é derivado do hábito do rápido crescimento dos pseudobulbos e da rápida e consenquente floração. Outras espécies de Cattleyas labiatóides aguardam a época da floração coma as espatas já formadas, sendo muito mais dependentes do fotoperíodo para iniciar o processo de florescimento.



Distribuem-se em populações por entre as florestas enevoadas da Serranía de Turimiquire - Cordilheira Oriental - nas fronteira de três estados venezuelanos: Monagas, Sucre e Anzoátegui; sendo a espécie de Cattleya venezuelana de menor área de ocorrência.


Acima as variedades: tipo, concolor, alba, semi-alba e coerulea, há
bons clones mas o normal são os de fraca forma e armação.




A planta vegetativa desta espécie pode ser facilmente reconhecida até mesmo sem flores, as touceira são muito compactas, quase não se enxerga as guias de crescimento, são de aspecto muito radial.
Os pseudobulbos e folhas são bem menores  em comparação, com os de C. labiata, padrão
 deste tipo de Cattleya monofoliada, as folhas arredondadas equase do mesmo porte
que os pseudobulbos formam um conjunto característico, que nos faz
reconhecer facilmente esta espécie, vejam a sequência de
fotos abaixo, especialmente escolhidas para
ensinar a reconhecer a espécie,
mesmo quando sem flores:



A flor surge do psudobulbo recém formado.


A tendência de expansão compacta e radial, diferentemente do tradicional crescimento em
 fileiras de pseudobulbos da maioria das Cattleyas unifolidadas, faz com que
 reconheçamos facilmente as plantas vegetativas de C. gaskelliana.
 

C. gaskelliana apresenta
 espata compacta.



Fiz o possível para que o leigo consiga olhar a planta
e reconhecer de pronto o tesouro venezuelano,
reveja as fotos com atenção e aprenda
a reconhecer a C. gaskelliana.

Mesmo sem flor !

Recomendo a aquisição de exemplares de gaskelliana para quem mora em serras ou planaltos com clima ameno, é uma espécie muito mais colaborativa do que: labiata, warnerii, mossiae, trianei e percivaliana - é realmente fácil de cultivar e florífera - se vc não conseguir sucesso com esta espécie, não conseguirá com outras do mesmo gênero. Os clones comerciais brasileiros de gaskelliana apresentam flores até bem armadas e com forma razoável se comparados com outras espécies próximas. Já as plantas comuns ou as oriundas de sementeiras com plantel muito variado, ou seja , as não selecionadas, são normalmente de forma muito ruim, por vezes dão desgosto de se ver ao florirem pela primeira vez. Todavia existem ótimas variedades dessa espécie, se possível compre florida.


As coeruleas dessa espécie são especialmente charmosas e valorizadas,
a da foto acima é simplesmente soberba.

Blue Dragon - é o clone mais famoso desta espécie.


Um espetacular clone coeruleo resultante de
um cruzamento de Blue Dragon.


Acima outros exemplares mais ou menos coeruleos,
de forma técnica ruim, o normal na espécie.


Como já comentado anteriormente, de defeitos sérios temos a falta de substância nas flores típicas, o tecido é fino e parece um papelzinho, poucos clones são armadados e esticadinhos , o normal é a forma da semi-alba da foto abaixo, é daí para pior. O mesmo problema atinge quase todas as espécies de Cattleyas afins de labiata da região andina, essas também ostentam normalmente a armação desabada, são muito enroladas, algumas parecem nem sépalas ter.

Semi-alba com má armação típica.


Abaixo uma robustíssima planta típica da espécie, muito vigorosa, cresce de forma quase radial, formando touceiras arredondadas, com espatas e folhas bem características da espécie. Nesta cepa de plantas, com folhas um tanto maiores, o normal é terem quase o mesmo tamanho dos pseudobulbos, a floração pode ocorrer tanto antes, como depois dos dias mais frios do inverno, desde que haja temperaturas acima de 25°C. Parece que, ao contrário de outras espécies labiatóides, gaskelliana é de floração livre de fotoperíodo, ou então possui cepas genéticas com florações de referenciais diferentes, com cada uma florescendo na sua época específica, e sempre na mesma época, seja lá qual for a época!


Exemplar típico desta bela espécie, florífero e agradável, embora apresente esperável forma ruim.

 Mostra-se estranhamente sempre  florido no mês de Agosto, este é em geral quente e seco,
 após o inverno, em Mal. Cândido Rondon - PR. Reparem como a armação das flores
melhora bastante à medida que a planta cresce e enraíza mais, podendo
então aumentar o fluxo hídrico para as flores, que assim
mostram-se maiores e mais bem armadas.



Não posso ainda descartar esta última hipótese bastante aceitável e óbvia! Para que floresçam, basta simplesmente uma onda de calor persistente, logo após um repouso de dias mais frios, que faça com que os pseudobulbos cresçam rapidamente, e  na sequência fisiológica, a planta floresça em seguida. Aqui em Curitiba só aparecem gaskellianas floridas de fim de NOV até início de JAN , mas em outros lugares do território paranaense, e no Brasil, parece que ocorre em épocas diferente, sempre em períodos notadamente quentes. Vale alertar que exemplares que florescem de forma normal, mais de uma por ano,  em estações quentes esporádicas em seus habitats naturais, podem se exaurir brotando e florescendo sem parar nestes locais onde   existam vários períodos mais quentes, como por exemplo em locais mais tropicais ou em baixadas litorâneas. É preciso ter em mente que um desgaste acentuado por florações sucessivas pode matar a planta, neste caso o sombreamento mais profundo pode deter o descontrole. No atípico ano de 2012, quando tivemos um forte verânico em maio, um inverno muito ameno para os padrões esperados, e uma primavera que já começou extremamente quente, aconteceu algo que explica bem o mecanismo de floração e gaskelliana: a minha touceira mostrada nas fotos não deu uma única flor, não houve o necessário choque térmico com o aumento de calor e umidade em OUT. As purpuratas floresceram, mas as gaskellianas não ! Sem choque abrupto de temperatura, do ameno para o quente, os pseudobulbos não começam a crescer, portanto num lugar permanentemente muito quente a planta definha e morre! Se florescer em calores intensos, a floração dura muito pouco tempo, podendo durar até três semanas se em temperaturas diurnas menores que 30°C, já num  clima serrano muito frio devido à altitude, não brota ou talvez jamais floresça !

Chadwick says:

"Cattleya gaskelliana..... it blooms at one of the hottest times of the year in northern greenhouses, ...the flowers tended to be short-lived from the intense heat. Under normal growing conditions and cooler temperatures, the species has good lasting qualities staying in bloom over three weeks"

Cattleyas colombianas e venezuelanas não têm período bem definido de repouso, devido a  baixa latitude das montanhas onde medram, sempre ocorrem dois períodos sazonais de chuva e também duas estações de seca durante o ano, o sol fica a pino duas vezes no ano, no outono e primavera. Logo fica claro que devido a repetição das mesmas condições climáticas nos dois semestres do ano, somadas às variações de altitude e clima, deixam a época de floração pouco demarcada, podendo variar. Já fora do ambiente natural de distribuição, a partir dessa premissa ecológica, consideremos que o clima pode  sim influenciar fortemente no seu período de floração, trocando de local e de  clima , pode-se alterar  muito a época de floração em mesmos indivíduos de gaskelliana.

Contudo floresce em épocas mais quentes ! 
Quanto a isto não há dúvidas !

Normalmente a floração ocorre no fim da primavera e início do verão...ou em qualquer época quente do ano que persista até um pseudobulbo crescer e amadurecer. Todavia o calor faz suas flores de pouca substância durarem pouco, mostrando uma certa incongruência ecológica. Plantas fora do seu habitat natural podem parecer um tanto "malucas", mas no habitat original certamente a época de florescimento deve estar em harmonia com a presença de polinizadores, e a posterior maturação dos frutos e liberação das sementes deve ocorrer em época apropriada à germinação e sobrevivência dos seedlings.


Exemplar florido em Junho, em S. Caetano do Sul - SP,
após um forte verânico em Maio.


A espécie, quando estabelecida em climas pertinentes, cresce e floresce vigorosamente, franceses chamam-na de "cattleya repolho", pela facilidade da sua expansão em cultivo. As folhas e os pseudobulbos são singulares, lembram remos, e é possível reconhecê-la mesmo sem flores. Apresenta nas suas muitas variedades e clones cultivados tipos de colorido sortidos, sempre em tons leitosos, uma das características fortes da espécie, são raras apenas as formas de colorido mais escuro.


Vegeta bem sob as mesmas condições de L. purpurata,
forma touceiras compactas com várias frentes.




 Minha nova touceira de C. gaskelliana tipo, de boa forma, floresceu pela primeira vez
em janeiro de 2014, portanto 45 dias mais tardia que o outro exemplar aqui mostrado.

 Espero que se adapte ao muro porta-orquídeas tão bem
como o exemplar do tipo "Rainha dos Belgas"







A segunda floração, já em dezembro de 2014, foi bem mais farta
e já sincronizada com o florescimento das L. purpuratas.
Ou seja: dependendo do local de cultivo, o mesmo
exemplar pode florescer em épocas diferentes.
Dependendo das condições climáticas do
ano, também pode haver alguma
variação de florescimento.

Embora seja Cattleya, cresce forte e colaborativa como uma purpurata, aprecia as mesmas condições e por fim florescem juntas, aqui em Curitiba, entre o meio de NOV e primeira quinzena de DEZ; eu a considero uma Laelia honorária!


Forte, farta e gentil:
 tem alma de Laelia !






A vigorosa e interessante
 Lc. G. Roebling:



Acima o híbrido de gaskelliana x purpurata; abaixo o contrário: purpurata x gaskelliana - a primeira combinação foi formalmente nomeada de Lc. G. Roebling , também conhecida como Lc . Boreli ou Violleta, sendo considerada uma das mais clássicas e históricas Laeliocattleyas da orquidofilia. Como não há registro para esse cruzamento quando se utiliza a purpurata como mãe, o nome é usado indiscriminadamente para as duas combinações possíveis, não importando qual das duas espécies foi a planta mãe do fruto que gerou a sementeira. Outra excelente aquisição, se as duas espécies progenitoras são de fácil cultivo e bom impacto visual, hibridadas se tornam melhor ainda.






Abaixo uma seleção de exemplares
 coerelueos da Lc. G.Roebling:



O cruzamento entre indivíduos coeruleos de purpurata e gaskelliana- ambas produzem notáveis exemplares geneticamente estáveis desta variedade - produzem híbridos de cores estupendamente cinza-azuladas.




Vigor e beleza num casamento perfeito entre duas espécies fáceis de cultivar!








Gaskelliana produz híbridos impressionantes,
especialmente os albos, concolores e coeruleos.


Gaskelliana foi artificialmente hibridada com a Laelia tenebrosa em 1903, obteve-se a Lc Orpetiana. O híbrido aparenta ser muito similar à Lc. Gottoiana ( warnerii x tenebrosa ) que é mostrado no artigo sobre a Cattlleya x silvana aqui no blog.








2 comentários:

  1. Como posso lhe enviar uma foto de orquídea para que, se possível diferencie uma gaskelliana de uma mossiae

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  2. Meu email está na coluna lateral pouco mais abaixo das minhas fotos. Mossiae e Gaskelliana possuem labelos completamente diferentes, mossiae floresce na primavera junto com warneri, gaskeliliana floresce no inicio do verão ou em qualquer outra época mais quente do ano dependendo do lugar. Gaskelliana só pode ser confundida com labiata ou jemmanii! Veja a postagem Cattleyas na Amazônia, lá teço comentários sobre este grupo das labiatóides.. Mas basta vc procuara imagens de mossiae e de gaskellianas para diferenciá-las, os labelos são totallmente diferentes !

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