VVVVVV>&&&&&%gt;gt;>>>>>>>>>>>>>>>>>"Ver e ouvir são sentidos nobres; aristocracia é nunca tocar."

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e clama; penso depois para justificar o que foi escrito"


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A fotografia não é o que você vê, é o que você carrega dentro si."


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"Resolvi não exigir dos outros senão o mínimo: é uma forma de paz..."

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&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&"A inveja morde, mas não come."


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Streptocarpus

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Uma planta elegante e fácil de cultivar,
 porém ainda difícil de se obter.



As prímulas-do-cabo ( Streptocarpus sp. - família Gesneriaceae ), mais especificamente do Cabo da Boa Esperança na África do Sul, também frequentemente enfeitam as varandas curitibanas com suas vistosas flores. São geralmente vistas plantadas ainda nos velhos vasos de xaxim, demoraram-se muitos anos até eu conseguir obter mudas dessas plantas tão bonitas. Estou muito contente em ter conseguido ! Não foi fácil !

Streptocarpus parvifolius : flores
 violeta-azuladas anônimas nas varandas .

Andei distribuindo mudas de Sreptocarpus para os amigos para garantir a propagação dessa nota cultural da jardinagem local ! Quase sempre que interesso-me pela classificação de plantas desconhecida aqui em Curitiba, descubro que procedem do sul da África.


Habitat: Streptocarpus são plantas saxícolas, vivem  em montanhas pedregosas,em pequenos acúmulos de solo sobre as rochas, ou em cavidades onde o solo também se acumula.

 A conclusão lógica nos leva a acreditar que as montanhas da África do Sul e da Namíbia, devem ter o mesmo clima ameno e tendendo ao frio da capital do Paraná, porém bem menos úmido. O realmente limitante para o cultivo dessas plantas é o calor, gostam de climas amenos, temperaturas constantes próximas ou maiores de 30°C, rapidamente exaurem as energias e o equilíbrio hídrico da planta, esta então definha , adquirindo doenças ou secando.

As prímulas do cabo são muito parecidas com as verdadeiras prímulas ou polyanthas ( família Primulaceae) - foto acima - com as quais não possuem parentesco algum, no entanto as folhas são bem similares na textura e nervação, provavelmente devido à evolução convergente. As prímulas verdadeiras são plantas anuais, duram poucos meses, após a floração costumam morrer, já os Streptocarpus são perenes e se bem cuidados crescem continuadamente.



Os Streptocarpus são sim parentes da popular e brasileira Gloxínia ( Sinningia speciosa - Gesneriaceae ) - foto acima -, esta se acha à venda facilmente, na época da floração, em floriculturas e até mesmo em supermercados. Ao contrário dos Streptocarpus as gloxínias possuem caules subterrâneos ( as populares "batatinhas"), sendo facilmente propagadas pela divisão desses tubérculos. A falta de órgão de reserva claramente indica que no habitat natural das prímula-do-cabo não há períodos de estiagens , realmente percebe-se logo a planta murcha e ressentida se exposta à falta de umidade geral no seu entorno.


Os três híbridos de prímulas-do-cabo acima - o roxo, o branco e o rosa - não sei o nome deles, têm na base genética principalmente os Streptocarpus primulifolium e S. parvifolius. O último vem a ser a linda planta de flores azuladas abaixo- vista agora mais de perto e com detalhes. Cada um deles possue folhas diferentes dos outros, sendo possível identificá-los mesmo não floridos . Não sei se são vários cruzamentos, ou se são cepas originárias do mesmo cruzamento, sendo tão somente formas segregadas , onde a cor e a forma da folha variam em conjunto - pleiotropicamente. São todos de grande porte se comparados às espécies progenitoras, o vigor híbrido os faz crescer até quatro vezes mais que o porte normal das espécies. As plantas adultas do híbrido de flores violeta aqui retratado, estabelecidas em vasos grande, assustam, algumas folhas apresentam quase meio metro de comprimento por 13 cm de largura.



Acima o Streptocarpus parvifolius - Essa espécie sul-africana
 é a base genética dos principais híbridos cultivados.

Sempre as via e ficava muito curioso desejando saber sua origem e a classificação botânica - nunca as tinha visto fora daqui ! Mais uma vez o meu agradecimento ao Sr. Werner Paske, uma referência cultural forte em se tratando de plantas de coleção aqui no Paraná. Abaixo uma sequência de fotos de lindos híbridos, o potencial do gênero é vasto.




Acima o híbrido Streptocarpus x Crystal Ice -
 comparável em beleza às orquídeas.



Achei-os todos muito bonitos, e me interessou
 bastante o cultivo dessas plantas africanas!


Multiplicam-se curiosamente por mudas ( estacas ) de folha picada em pedaços médios e em algumas técnicas, com metades longitudinais inteiras e sem a nervura central, proporcionando uma maior área de brotamento de plântulas. Também germinam com facilidade as sementes dos seus frutos compridos e fininhos, estes formam-se naturalmente após a queda das flores, que são de pouca substância e duram pouco mais de 15 dias. Sua propagação principal e mais eficiente e a feita por germinação, ocorre até naturalmente como pude constatar no plantel onde adquiri as planta. A hibridização é relativamente fácil e portanto acessível à qualquer cultivador interessado pelo desenvolvimento de novas formas hortícolas.


Fruto seco com sementes miúdas - germinam facilmente.




São plantas originalmente montanas, medram como saxícolas em escarpas e lajes areníticas, gostando de estabelecer-se no cultivo em substrato marcadamente poroso e bem drenado , com terra vegetal de boa qualidade misturada com um pouco de areador e facilitador de drenagem. Pode ser qualquer um: bolinhas de isopor, pedacinhos de espuma, pedrisco, carvão picado ou serragem, se o vaso - não muito grande - for de plástico e o substrato secar logo, a combinação estará perfeita . Meia sombra ou sol leve matutino, bastante umidade no ambiente e calor em ótimos 26°C , completam as necessidades culturais - crescem logo quando mantidos em boas condições. Se ressecados as folhas murcham adquirindo um aspecto desabado, irrigados retornam logo a condição de boa turgidez anterior.





Florescem abundantemente quando começa o calor do verão, mas não toleram-no o tempo todo, gostam apenas no verão e não pode passar de 30 °C por muito tempo. Apreciam muito estar em vasos suspensos, adaptam-se às concavidades nas forquilhas de árvores e também ficam bem se embutidos em barrancos ou muros quando a eles é acrescido um pouco substrato adequado. A ventilação é portanto benéfica para essas plantas, dentro de casa na sombra profunda e no ar parado não vão bem , precisam de condições mais luminosas e arejadas que suas primas, as violetas africanas.


Por fim as plantinhas brotando da muda de folha cortada.





Eu apreciei mais os Streptocarpus do que as violetas-africanas e gloxíneas, vejo neles o mesmo apelo visual de certas orquídeas, tive a impressão que outras pessoas que gostam das violetas-africanas comuns iriam também interessar-se por eles.











4 comentários:

  1. Eu tenho aquela azul clara de centro claro, estou achando ela cada dia mais linda, vai dar muitas flores. Obrigada pela explicação de como fazer mudas, bastante inusitado o processo :) E fiquei doida para ter mais cores, adorei todas! https://www.facebook.com/analivia.maoski

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  2. Ah sim, eu sou de Curitiba e planto Adenium (rosa do deserto), e trocaria feliz da vida mudas delas contigo por mudas de prímulas do cabo de cores diferentes da minha :) Tenho inclusive mudas de pétalas triplas, que cultivo desde a semente. Ana Lívia

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  3. Otima materia. Eu tenho esta azul arroxeada que esta em sua foto sobre o banquinho. Farei mudinhas dela para trocar com outras pessoas que tenham cores diferentes.

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  4. Lindo. como eu faço para adquirir essa maravilha.
    artedelourdes@hotmail.com

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